Perdas da Copel com “gatos” em Foz chega a 7% enquanto média do estado é 3%

O Jornal da Cultura entrevistou nesta sexta-feira, 04, o Gerente da Copel em Foz do Iguaçu, Júlio Ramires. O gerente comentou sobre a bandeira vermelha, que passou a valer no mês de dezembro, e deu dicas para redução de gastos com energia elétrica nesse período.

De acordo com o gerente, o consumo médio de energia em Foz do Iguaçu é de 220kwh. Porém ele salienta que a cidade tem uma tarifa diferenciada devido ao calor. “A tarifa em Foz é diferenciada porque enquanto em outros lugares é possível viver sem ar-condicionado, em Foz não” explicou. “Nas outras cidades as unidades com ar chegam a 40% em Foz está entre 70% e 80%” afirmou.

Porém, Ramires ressaltou que Foz do Iguaçu é uma das cidades onde a Copel mais tem perdas com os chamados “gatos” ligações irregulares, que acabam impactando no preço final da energia. Segundo Ramires, as perdas da empresa em Foz chega a 7%, enquanto a média no estado é de 3%. “Na nossa região, principalmente em Foz, o valor é maior em função das áreas de invasão, função dos furtos e procedimentos irregulares, e isso efetivamente retorna para a tarifa” destacou.

Bandeira Vermelha

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabeleceu bandeira vermelha 2 para o mês de dezembro. Segundo Ramires, a medida aumenta o preço da energia em 7 reais a cada 100kwh. “Ou seja, se uma unidade consumidora utiliza 300kwh, ele vai pagar 21 reais a mais na conta em função dessa bandeira” explicou.

Matéria por Josué Calebe para Radio Cultura Foz.

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Paciente tem crise de ansiedade e foge do Hospital Universitário de Londrina

Um paciente fugiu do Hospital Universitário (HU) de Londrina, na região norte do Paraná, na manhã desta quarta-feira (17). A fuga foi registrada em vídeo e confirmada pela instituição.

Nas imagens é possível ver o paciente correndo e sendo seguido por profissionais da saúde que faziam o atendimento.

O HU afirmou que o paciente estava recebendo oxigênio no ambulatório e teve uma crise de ansiedade por sentir medo de ser entubado.

Na sequência, segundo o hospital, o paciente retirou a máscara de oxigênio e deixou a unidade. Profissionais de saúde foram atrás do homem e o trouxeram de volta para a instituição.

Ainda de acordo com a HU, o paciente foi acalmado e está sendo monitorado pelas equipes de saúde.

A instituição não confirmou se o homem tinha suspeita ou diagnóstico da Covid-19.

Leia mais no G1

Hemepar busca doação de plasma de pacientes que tiveram Covid

 

Pessoas que já se recuperaram da Covid-19 podem ajudar outros pacientes de uma forma bastante simples: doando plasma. Um dos componentes sanguíneos, justamente a parte líquida do sangue, o plasma de pacientes que tiveram a doença pode concentrar uma grande quantidade de anticorpos que agem no combate à infecção, é o chamado plasma hiperimune ou plasma convalescente.

Desde o ano passado, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) faz a coleta e a produção de plasma hiperimune para repassar a hospitais que usam a terapia como alternativa no tratamento dos pacientes internados. Mais de mil bolsas foram produzidas no período, mas para atender à demanda, que é diária, é necessário que mais pessoas façam a doação ao Hemepar.

 

Para isso, o paciente recuperado precisam esperar até 45 dias do diagnóstico do RT-PCR ou 30 dias após o fim dos sintomas. Também é necessário agendar a coleta no Hemepar AQUI

A coleta de sangue pode ser feita em qualquer unidade da Hemorrede no Paraná. Já a coleta somente do plasma, nas doações por aférese, é feita apenas em Curitiba, assim como a produção do material que é destinado aos hospitais. Para isso, o sangue do doador é analisado para ver a quantidade de anticorpos IgG (Imunoglobulina G) circulante. Caso haja uma boa titulação de anticorpos, é feita a produção. Cada bolsa de sangue produz 200 ml de plasma hiperimune.

Na outra técnica, a doação por aférese, uma máquina separa todos os componentes primários do sangue, podendo coletá-los individualmente. Dessa forma, só o plasma é retirado, e em maior quantidade. “Com a aférese, conseguimos coletar até 600 ml de plasma, o que corresponde a três doses. Além disso, as pessoas podem doar uma vez por semana, diferente da doação de sangue convencional, que só pode ser feita novamente com um intervalo de 60 a 90 dias”, explica a diretora-geral do Hemepar, Liana Labre de Souza.

 

Terapia

A transfusão de plasma convalescente é experimentada há tempos como terapia para doenças infecciosas. Chegou a ser usada na pandemia de gripe espanhola, no início do século passado, e também em surtos mais recentes, como do sarampo, da influenza e até do ebola. O Hemepar prepara um estudo junto com médicos do Hospital do Rocio, de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, para avaliar a efetividade da terapia.

No caso da doença causada pelo novo coronavírus, a transfusão é feita no início da infecção, nos primeiros cinco dias, em pacientes que não estejam com o pulmão muito comprometido e sempre com autorização dos familiares. “Temos efetivamente bons resultados com o plasma convalescente, e um estudo será publicado com essa avaliação nos pacientes com Covid-19. Mas ainda é tudo muito empírico, é preciso que mais trabalhos científicos sejam publicados”, afirma Liana.

“A Covid-19 é uma doença nova, e os médicos e cientistas ainda buscam por um tratamento eficaz. As terapêuticas que temos hoje, inclusive a transfusão de plasma, ainda não tratam a patologia, mas dão uma boa melhorada. Temos boas respostas em alguns pacientes, e resposta nenhuma em outros”, ressalva. “Mesmo depois de um ano de pandemia, ainda não há um tratamento de eleição, somente indicativos de melhora. O que se sabe de concreto é que distanciamento, uso de máscaras e higiene das mãos é o que efetivamente dá certo”, acrescenta.